domingo, 18 de junho de 2017

Texto Descritivo com Fundamentação Bíblica - Ensino Fundamental

Hoje dei início ao estudo deste tipo de texto com meus alunos. Tipo de texto este, que relata características de lugares, pessoas, personagens, objetos ou alguma situação observada.
Como fundamentação usei alguns versículos de um trecho bíblico que se encontra em Números 13
                                                

OS ESPIÕES
Senhor Deus disse a Moisés:
Mande alguns homens para espionar a terra de Canaã, a terra que eu vou dar aos israelitas. Em cada tribo escolha um homem que seja líder.
Quando Moisés os mandou espionar a terra de Canaã, disse a esses homens o seguinte:
— Vão pela região sul e subam pelas montanhas.  Vejam bem que terra é essa. Vejam também se o povo que mora nela é forte ou fraco, se são poucos ou muitos.  Vejam se a terra onde esse povo mora é boa ou ruim, se as suas cidades têm muralhas ou não.  Examinem também a qualidade da terra, se é boa para plantar ou não. Vejam se há matas. Tenham coragem e tragam algumas frutas da terra (Estava na época da primeira colheita de uvas).
Depois chegaram ao vale de Escol e ali cortaram um galho de uma parreira com um cacho de uvas, que dois homens carregaram pendurado numa vara. Eles pegaram também romãs e figos 
Eles disseram a Moisés:
— Nós fomos até a terra aonde você nos enviou. De fato, ela é boa e rica, como se pode ver por estas frutas.  Mas os que moram lá são fortes, e as cidades são muito grandes e têm muralhas. Além disso, vimos ali os descendentes dos gigantes.  Os amalequitas moram na região sul da terra. Os heteus, os jebuseus e os amorreus moram nas montanhas. Os cananeus vivem perto do mar Mediterrâneo e na beira do rio Jordão.

Aplicação:
   _Depois de feita a leitura, pedi que grifassem quais características Moisés havia pedido que os espiões observassem; aqui fiz uma observação aos adjetivos e também a alguns antônimos, aproveitando o ensejo.
_Em um segundo momento, pedi aos alunos que atentassem à descrição feita pelos espiões no último parágrafo e identificassem as características do local, da terra e dos povos que ali moravam (povos estes, que eram inimigos dos israelitas).
_Em seguida, eles desenharam Canaã (do jeitinho deles, porque aqui o objetivo é a compreensão do tipo de texto),  ilustrando toda a descrição do local que foi feita. Sugeri o título: Descrevendo Canaã.


Colegas, aqui está um texto que pode ser explorado de várias maneiras, de acordo com a sua criatividade e planejamento da aula.
Como foi só o ponto inicial do assunto, eu ainda aproveitarei bastante deste trecho que faz parte de uma bela narração. Até porque a parte descritiva,  muitas vezes vem intercalada por sequências narrativas, como constatamos aqui.


Espero que tenham gostado e curtam nossa página.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Textualizando - Reflexão para o Dia Das Mães: Sou “mãe coruja?”

Quero iniciar dizendo que todo ser que se torna mãe, previamente já é preparado  de sabedoria e capacidade para cuidar de sua prole.

Certamente, muitas criaturas são “instintivamente sábias” e demonstram grande capacidade de cuidar dos filhotes.
                                                                                                              Provérbios 30:24 a 28

“Mãe coruja” vem da qualidade da mãe, que como a mamãe coruja, quer a proteção de seus filhos. Concordo muito com tal explicação. Quem é que não quer cuidar e garantir a proteção de quem ama?
A maioria das aves cuidam tão bem de seus filhinhos, que muitas vezes dão aulas de maternidade à muitas mães em tristes casos que vemos de abandono, violência e outras situações  que não vou entrar agora em questão.
Pesquisando um pouquinho sobre algumas mães aves, encontrei tantas atitudes de proteção e cuidado para com seus filhotes que me deixaram admirada. Por exemplo: “em áreas do deserto, algumas aves, para saciar a sede dos filhotinhos, voam até uma poça de água, encharcam as penas do peito e voltam ao ninho, onde os filhotes sugam as penas molhadas.” Este é um dos métodos incríveis em meio a tantos que encontrei. Sem falar no habitual que já sabemos e vemos por parte destas mãezonas, como por exemplo, cobrir seus ninhos debaixo de suas asas, levar o alimento até seus biquinhos...

Ao se falar em “mãe coruja” me vem à mente também a conhecida fábula “A coruja e a águia.” Observe:

Fábula_ A CORUJA E A ÁGUIA

Conta-se que a Dona Coruja encontrou a Dona Águia, e disse-lhe:
- Olá, Dona Águia, se vires uns passarinhos muito lindos em um ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá, não os coma,  que são os meus filhos!
A águia prometeu-lhe que não os comeria e saiu voando; logo encontrou numa árvore um ninho, e comeu todos filhotes.
Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos, foi ter com a águia, muito aflita:
- Ô, Dona Águia, tu foste-me falsa, porque prometeste que não me comias meus filhinhos, e mataste-os todos!
Ao que respondeu-lhe a águia:
- Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos feios, depenados, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-os; e como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos, entendi que os teus não eram esses.
- Pois eram esses mesmos, lamentou-se a coruja.
- Pois, então, queixa-te de ti mesma, que é que me enganaste com a tua cegueira.

Fábula portuguesa, à qual se atribui o surgimento da expressão mãe coruja, pois aos olhos das mães os filhos são sempre perfeitos e lindos.





Analisando pela moral desta narrativa, o sentido verdadeiro de ser “mãe coruja” está bem definido aqui, mas é entendido ou interpretado de forma errônea ainda por algumas mães.
Ser “mãe coruja” não é defender os filhos da correção de seus erros, nem protegê-los
de algumas regras que precisam cumprir, ou muito menos achar que todo mundo está contra ele , o qual não erra, não precisando portanto de correções.
Ser “mãe coruja” é exercer a função de exortar (aconselhar para o bem, encorajar, convencer das falhas, animar, disciplinar para a vida).
Você é “ mãe coruja” quando participa da vida de seus filhos sorrindo ou chorando com ele, torcendo por suas conquistas, permitindo-lhes perceber seus erros, dando-lhes oportunidades de refletir, consertar e acertar.
Aos olhos das mamães, seus “filhotes” são e sempre serão perfeitos e lindos fisicamente. Isto é fato e assim deve ser.
Somos também todos belos aos olhos de Deus , porque Ele nos criou à sua imagem e semelhança, entretanto é necessário que tenhamos um interior muito mais agradável e bonito com nossas atitudes. E como sabemos que temos um Pai perfeito, somos sempre corrigidos no momento certo e da maneira também correta.
Seus filhos mamães, precisam de cuidado, de proteção, de elogios, de apoio, enfim... de amor, mas isto só terá resultado positivo e sentido, se for acompanhado por disciplina e correção.
Que você mamãe, possa refletir sobre esse acompanhamento de seus filhos. Não deixe de corrigi-los agora, porque lá na frente poderá ser muito difícil, mesmo que tenha que virar uma “mãe leoa”. Pense nisso!


Para concluir:   “Disciplina teus filhos enquanto eles têm idade para aprender...”
                                                                          Provérbios 19:18a

Um Feliz Dia Das Mães a todas as “mamães corujas!”

Com carinho, professora Adriana Costa.

domingo, 16 de abril de 2017

Produção de Texto - cartas - 4º ano

Trabalhei a carta e suas partes tendo como inspiração a música "A carta de Clarinha".



  

Letra da Música

Lá no galinheiro estava eu certa manhã.
Quando vi chegar o carteiro com uma carta de uma fã.
E a carta era assim:
Galinho Galileu, sou eu. Eu acordo com você todo dia, eu não sabia!
Seu canto é tão bacana, mas me faz cair da cama.
Sua voz é tão bonita! Por que você tanto grita?
Por favor  cante mais baixinho pra eu acordar devagarinho.

Clarinha do Riachão,

Obrigada pela atenção!

Vídeo 


Para reforçar o conteúdo aprendido, pedi que escrevessem cartas aos colegas da sala.

Profª Adriana Costa








quarta-feira, 12 de abril de 2017

Aprendendo com Charlie e Lola - Educação Infantil






Um plano de aula através de um desenho. Um conteúdo tendo como inspiração um desenho que além de ser uma graça, é muito educativo.

Charlie é um garoto de 7 anos e que tem a companhia constante de sua irmãzinha Lola, uma menina de 5 anos, muito esperta, criativa, curiosa e que está sempre precisando do auxílio do irmãozinho para a orientar nos desafios do dia a dia da vida.
Então...nada melhor do que usar da união destes dois irmãozinhos para ajudar na aprendizagem dos pequenos. Charlie e Lola também são crianças e vivem situações com as quais nossos alunos se identificam.
Então... vamos lá? Aprender com Charlie e Lola?

Charlie e Lola em: Eu sou um jacaré

No vídeo deste episódio, mostra que Lola quer ser um jacaré. Ela diz claramente: “ Eu sou um jacaré, Charlie!
Charlie não entende o porquê da Lola de querer tanto ser um jacaré, pois ela não quer nem mesmo tirar a fantasia do animalzinho para dormir e ir aos lugares.
Charlie quer convencer Lola a desistir desta ideia, mostrando a vida que tem um jacaré e os gostos de Lola que é uma menina. Veja o vídeo com as crianças e se surpreenda com o final.



Disciplina: Linguagem
Conteúdo: Identidade
Objetivos: 

1) Definir, reafirmar, reforçar o que a criança é;
2) Identificar características físicas, emocionais, preferências e opiniões
3) Diferenciar humano, gente de animal; o real da fantasia

Aplicação:

_Assistir o desenho com as crianças;
_VÍDEO - Eu sou um jacaré-postar o vídeo
_Deixá-los à vontade para expressarem sobre o tema no momento da roda de conversa.
_Fazer intervenções como:
  1)  Quem é Lola?
  2)  Como ela é?  (características físicas e suas qualidades)
  3)  O que ela gosta de fazer? (no vídeo, mostra o irmãozinho dizendo que ela adora se fantasiar). Você pode aproveitar este momento para deixar as crianças se fantasiarem de animais (com máscaras, por exemplo). Desta forma já estará trabalhando de forma lúdica a identidade da criança porque quando tiverem terminado a brincadeira, sentarão novamente na roda para comentarem sobre a imitação, o faz de conta.









4) Vocês gostaram de ser um leão, uma borboleta, um cachorrinho, um gato ...?
      5) Quem imitou a borboleta? Ah, você Bia? Você gostou? Por que? (dar essa oportunidade para a criança dizer o motivo.) É mesmo! Que legal!
      6)   Alguém aqui é um animal de verdade?
      7)  O que faz o cachorro? O leão? O jacaré? ( o vídeo apresenta logo no início informações sobre o jacaré).
      8)   Será que nossa comidinha é igual a do jacaré e de outros animais?
      9)   A Lola é um jacaré? Por que não? Quando ela pode ser um jacaré? 
     10) Terminar esse momento com os alunos olhando em um espelho, dizendo o nome e como ela é.


Sugestões de atividades para registro do conteúdo:

_Atividade onde a criança irá completar o corpinho do jacaré, da Lola (poderá ser recortado para que os alunos montem) e o dela (imprimir o rostinho da criança para que ela complete com o tronco, braços, pernas, roupa...).

Aqui coloquei duas opções de montagem para o jacaré.












_Colar imagens de revistas que mostrem as preferências das crianças. Fale antes do que a Lola gosta mostrando os desenhos, assim reforçará mais o que são gostos e preferências e que nem sempre são iguais entre as pessoas. Incentive aqui o respeito pelos gostos e preferências de cada um.
                Lola gosta de...   




    
Eu gosto de...
  
Colar aqui imagens
de revistas previamente recortadas
para que as crianças escolham e colem .


Autora: Profª Adriana Costa      Blog: Plano e Aula




Bem colegas, fiquemos por aqui com este plano. Que eu possa ter contribuído vindo a somar com as ideias e criatividades que  já possuem. Até a próxima postagem.                                                                 









quarta-feira, 5 de abril de 2017

Sugestão de lembrancinha para Páscoa

Material utilizado: papel dobradura Filipinho (qualquer cor, desde que não seja vermelha, pois esta é a cor do coração), cola, canetinha preta, durex e o bombom.

_Recortar o papel em forma de ovo duas vezes, onde uma será a base e a outra a parte que abre e fecha;
_Recortar a portinha (cor marrom);
_Recortar o coração vermelho;
_Cole o coração na base do ovinho;
_Cole a portinha só na beirada da base do ovinho, do lado esquerdo;
_Recorte ao meio a parte de cima do ovinho (a que abre e fecha) e cole somente as laterais.
_ Escreva Feliz Páscoa nessa parte que abrirá e fechará o ovinho;

A intenção é que ao abrir o ovinho, possa dar a ideia de uma casinha com uma portinha onde estará escrito: Primeira Páscoa, Libertação. Antes de colá-la, peça às crianças que carimbem (dedinhos) a porta com tinta vermelha. Ao abrir a portinha estará o coração com a frase: Minha Páscoa mais doce com Jesus, onde acima você poderá colar o bombom.
Fiz esta lembrancinha do tamanho pequeno só para postá-la e poder mostrar o modelinho. Faça maior para que possa colar o bombom.
Não fiz o teste (Rs...), mas pensei, se não pesar, colar em um palito de churrasco.







sábado, 1 de abril de 2017

Dica para o Ensino Fundamental II - Dia do Índio/ A chegada dos portugueses ao Brasil.


Iracema- a índia de lábios cor de mel.

Em 2013, trabalhei um projeto com alunos da 8ª série (que hoje seria 7º ano) sobre Cultura Afro-Indígena.

Pensando sobre o Projeto cultura afro- indígena, lembrei-me da obra Iracema, de José de Alencar para trabalhar com a 8ª série A.

Fizemos grupos onde os alunos puderam ouvir a resenha e conhecerem um pouco deste romance indianista, expondo para os demais grupos um pouco sobre os personagens.

O objetivo foi passar aos alunos mais sentimentos em relação ao indígena, valorizando-o como marco da nossa nação. Iracema foi encontrada em terras brasileiras, juntamente com seu povo, simbolizando a beleza das terras brasileiras. Os alunos puderam perceber que Moacir (filho dos protagonistas), representa a raça brasileira, união essa que rompeu barreiras entre o branco e o indígena. Martim significa a cultura (do homem branco) e Iracema o amor pela terra (nossa terra).

Como resultado do trabalho, os alunos produziram poesias sobre a obra, criando também pinturas de Iracema e fazendo releituras de algumas pinturas indígenas.
                                                                                                   
                                            Profª Adriana Costa
  Iracema
         A obra Iracema de José de Alencar narra o trágico romance entre Iracema, a virgem dos lábios de mel, e Martim, o primeiro colonizador português do Ceará. Após um acidente Martim é recebido pela tribo dos Tabajaras, onde vivia a jovem Iracema.
          Na trama Iracema e Martim se apaixonam e fogem para viverem o amor proibido, juntos levam o guerreiro Pitiguara Poti, amigo que Martim considerava como irmão.
     Ao perceberem a fuga, os Tabajaras perseguem os amantes travando um combate sangrento ao encontrá-los. Desesperados, os três vão para uma praia deserta, na qual Martim e Iracema constroem uma cabana. Mas, passando-se alguns tempos, Martim resolve ir guerrear junto com os Pitiguaras e com seu amigo Poti, deixando Iracema grávida na cabana. Antes de Martim voltar para a tribo, Iracema dar à luz a um menino. Após o parto ela fica gravemente debilitada e acaba morrendo. Martim chega logo depois, e ao ouvir o canto triste da Jandaia (ave que sempre acompanhava Iracema), presencia a tragédia.
          Ele retorna para sua terra natal levando o filho consigo. Porém, quatro anos depois, voltam para o Ceará, onde implantam a fé cristã.

                             Fonte: marcondestorres.blogspot.com.br


Sugestão de música:


Infelizmente não tenho mais as lindas pinturas sobre a obra que os alunos fizeram e as releituras, mas gostaria de compartilhar com vocês, algumas das produções de textos criadas por alguns dos alunos da classe.                  

A vida de Iracema

Iracema, de José de Alencar,
um romance que sempre vai ficar.
Iracema, índia de pele dourada,
com sua alma “açucarada”.

Iracema, viveu um romance bonito,
Porém,  foi escondido.
Iracema chegou até ter filho,
mas não foi ao lado do seu marido.

Iracema, uma mulher dividida:
amava Martim  e sua família.
Desse amor criou-se uma guerra,
que durou algum tempo nessa terra.

Com Martim na guerra,
Iracema ficou à sua espera.
Teve uma gravidez complicada,
contudo esperada!
Veio à vida o indiozinho Moacir,
um fruto de amor, sofrimento e dor.

Ketelyn,  Thawane, Beatriz e Aline- 8ª A

  
Palavras de Martim

         “ Quando levei uma flechada,
            daquela índia...
            de cabelo preto,
            pele dourada,
            que seria minha amada..
            Senti-me enriquecido,
            pois com ela entendi o sentido:
            a diferença entre viver e estar vivo.
            Apenas por tê-la amado,
            ainda que eu tenha chorado”.

                                  Geovana, Larissa, Izabelly e Talita-8ª A

Iracema!

 Linda era Iracema!
 Índia da pele morena.
 Com seus lábios de mel,
 tinha olhos lindos como o céu.
 Um dia ela se apaixonou
 por um português que aqui chegou.
 O seu nome era Martim,
 entre os dois nasceu um amor sem fim.

 Por causa desse amor proibido,
 houve uma guerra ali na tribo.

 Mas os dois não se importaram,
 fugiram e se amaram.
 E desse amor assim,
 nasceu o menino Moacir.

 Assim que à luz ela deu,
 uma estrela lá no céu acendeu .
 Foi Iracema que morreu!


Lorraine, Luana e   Kemilly - 8ª A




quinta-feira, 30 de março de 2017

O uso da vírgula - parte 2


Vamos então continuar com a vírgula?

Como eu disse, as palavras se relacionam e tem certas funções dentro das frases.
Existem orações (frases que possuem verbo) que são independentes, ou seja, não necessitam de outra oração para ter sentido completo. São as orações coordenadas, onde não há hierarquia entre elas, ou seja, estão no mesmo “nível de importância” sintática.
Exemplo: Abriu a porta, limpou os pés no tapete e guardou o casaco.
_    Aqui usamos a vírgula para separar duas orações coordenadas.


Outros exemplos:
Não me sinto preparada para esta prova, pois tive pouco tempo para estudar.
Já conversamos sobre isso, mas nossa amizade não será a mesma.
Ela cantou muito bem, logo recebeu vários elogios.
Precisava se decidir, ou trabalhava, ou estudava.
 Nestes 4 exemplos acima, temos também orações coordenadas que possuem conectivo (um termo que as unem), que no caso são as conjunções pois, mas, logo, ou...ou.
_   Usamos a vírgula então, para separarmos orações coordenadas iniciadas por estas conjunções.
As orações coordenadas iniciadas por conjunções são chamadas de sindéticas e as que não possuem conjunções são as assindéticas. Vamos usar um exemplo que foi dado acima?
Ela cantou bem, logo recebeu vários elogios.
oração coordenada assindética_ Ela cantou bem,
oração coordenada sindética conclusiva _...logo recebeu vários elogios.

Outros casos do emprego da vírgula:
__ separar vocativos
Ex: Pedro, venha almoçar!
_ separar apostos
Ex: Maria, prima de Renato, casou-se sábado passado.
_para marcar intercalação na expressões explicativas ou corretivas:
Ex: Aquele papel, isto é, aquele documento ficou em cima da mesa.
_para isolar adjunto adverbial
Ex: Hoje à tarde, ela me visitou.

Orações  subordinadas são aquelas que exercem uma função sintática em relação à oração principal, completando seu sentido. E em alguns casos, empregamos a vírgula para separar a oração principal de algumas orações subordinadas.
_para separar oração subordinada substantiva apositiva
Ex: Seu grande sonho, de se formar logo, estava distante.

_para separar oração subordinada adjetiva explicativa
Ex: Ele quer conhecer Rio de Janeiro, que é a cidade maravilhosa.


Oração subordinada adverbial quando vir intercalada ou anteposta à oração principal.

Ex: Naquele momento, senti uma grande emoção.
Como ventava muito, resolvemos não prosseguir.

Vamos usar este último exemplo para identificar a oração principal e a oração subordinada.
Oração principal_ ...resolvemos não prosseguir.
Oração subordinada adverbial temporal _ Como ventava muito,


Bem pessoal, aqui está uma exposição básica sobre a vírgula. Espero ter contribuído e caso queira perguntar sobre algo desta postagem, envie um e-mail que responderei, ajudando no que estiver ao meu alcance.

>>> No próximo artigo, falaremos sobre a Acentuação Gráfica.

Até mais!

sábado, 25 de março de 2017

Ensinando a história da Páscoa – Ensino Infantil e Fundamental


Como fazemos parte de um país considerado cristão, acredito que saibam que Páscoa é a Ressurreição de Cristo e, ainda suponho, que recordemos sempre a Primeira Páscoa. Até mesmo porque quando ensinamos nossas crianças, nos preocupamos com que aprendam o porquê de um conteúdo e, nesse caso particular, de uma data muito comemorada.

Quando foi a primeira Páscoa?

Até pouco tempo, para quem pôde ver, a novela Os Dez Mandamentos trouxe a história do povo de Israel(povo de Deus) vivendo a escravidão no Egito. O povo foi liberto, mas isso só veio a acontecer pela intervenção de Deus que pela desobediência de Faraó ao pedido insistente de Moisés, enviou As Dez Pragas, sendo a décima, com derramamento de sangue de um cordeirinho para marcar os batentes das casas dos israelitas.
Após esses acontecimentos, veio a libertação do povo culminando com a travessia do Mar Vermelho, e em seguida a grande e Primeira Páscoa: uma celebração com muita alegria do povo pela liberdade conquistada.
Páscoa significa passagem. Passagem do povo de Deus da escravidão para a liberdade.

Explicando os símbolos da Páscoa

Cordeiro - representa o sangue derramado pelo cordeiro, sangue este que foi passado nos batentes das portas das casas dos israelitas na décima praga. Este sangue significou vida.

Pão - foi usado pelo povo na celebração da primeira páscoa e nas seguintes, para lembrar e celebrar a libertação da escravidão.

Cordeiro Pascal - Jesus, que morreu derramando seu sangue  para tirar-nos da escravidão do pecado.

Vinho/pão - o suco do fruto da videira representa o sangue de Jesus e o pão representa o corpo- celebração da Santa Ceia que foi instituída por Jesus na úlltima ceia de Páscoa em que Ele participou junto com os discípulos , sabendo  que seria crucificado.

Cruz -  representa o amor de jesus ao entregar sua vida  .  

Coroa de espinhos - sofrimento de Jesus.

Túmulo vazio - ressurreição de Jesus- e esse acontecimento se deu no domingo de Páscoa

Aplicação do conteúdo: 
Essa breve introdução que fiz para trabalhar sobre a Páscoa é um preparo para nós professores. A base para planejarmos esta aula, independente que turma possui. Você professor, irá expor o assunto adequando-o à idade e perfil de sua sala.
Com os alunos do Fundamental dá para trabalhar legal, por exemplo, um livrinho com os símbolos, uma produção de texto, composição de música...
Com os pequeninos (maternal) focar mais na morte e ressurreição de Jesus, falar na linguagem deles, dando ênfase que Jesus está vivo!
Uma dica de atividade  seria uma pintura coletiva num grande cartaz. Deixá-los à vontade para expressarem o que conseguiram aprender sobre o tema.

Observação: 
Sabemos que o ovo representa fertilidade (vida), que o coelho também é um animal fértil. E que comemos chocolate porque é muito bom. Sabemos porém que comemoramos a Páscoa porque é a Ressurreição de Jesus, é a vida dEle em nós.
Celebremos com muita alegria!


Símbolos da Páscoa 



























Sugestão de música: P, a, s, c, o, a- Turma do Printy   




quarta-feira, 22 de março de 2017

DIA DO ÍNDIO - IDEIA MUSICAL PARA UMA AULA DIFERENTE - Educação Infantil

Aqui usei como base a musiquinha “Um, dois, três indiozinhos...”
Vamos cantar?

Um indiozinho pesca um peixinho,
outro indiozinho pinta o rostinho.
E outro indiozinho come um milhinho,
Para ficar bem forte.

Foram pra oca fazerem cestinhos,
quando a mamãe se aproximou.
Veio dançando e sentou na rede,
que quase então virou!



               




Objetivos:
_comemorar o dia do índio mostrando alguns dos seus costumes: pesca, pintura do corpo, alimentação, moradia, lazer...;
_incentivar as crianças a valorizar a vida do índio, que também possuem uma rotina com hábitos como os nossos: eles trabalham para sobreviverem ( pesca, caça, fazem artesanato ), têm vaidade( pintura ,cocar, colar ), se alimentam ( comem milho, mandioca, peixinho...), têm casa para morar ( oca) , se divertem (brincam, cantam, dançam) e descansam (rede).

Aplicação:
1) cantar a música várias vezes na “roda da música” apresentando visuais ou fazendo gestos;
2) aproveitar a roda e conversar sobre os costumes apresentados nos objetivos;
3) leve neste dia um barco feito de papelão pintado, enfeitado, colado peixinhos, carinhas de indiozinhos... e dentro terá que ter o espaço para que caibam as crianças. Este será o momento dinâmico da aula, onde você fará com que eles vivenciem um pouco da vida dos índios. Nesse momento você dirá: Vamos imitar os indiozinhos da música?

Dramatizando a música:
1) Primeira estrofe: se o barquinho couber, todos entrarão enquanto o professor irá orientando. Caso o barquinho caiba poucos alunos, faça esse passeio dividindo a turma. Distribua os cocares a eles e pinte os rostinhos; Ah! Lembre do “ barulhinho” do índio com a boca.
2) Segunda estrofe:  “os indiozinhos” sairão do barco e irão à oca que poderá ser no improviso um círculo para se sentarem. Dê a eles pedacinhos de palha seca ou mesmo de barbante para imitar os índios fazendo um artesanato ( cestinho ou pulseira, colar...).Se tiver como arrumar uma rede, tudo bem. Se não, também improvise com um lençol mais resistente .
Nesse momento, a mamãe índia (que poderá se a professora ou uma das meninas) virá dançando e se sentará na rede com os demais. Todos irão balançando, e é melhor também  ter o cuidado em dividir a turma, senão, a rede vai virar mesmo. Rs...

Sugestão de lembrancinha:

Uma cestinha de juta com um saquinho de pipoca ou de amendoim dentro.





Tenha uma aula bem divertida!!!



segunda-feira, 20 de março de 2017

Dica de paródia para trabalhar a Dengue - (Ensino Fundamental)



Esta foi uma produção feita coletivamente pela sala (2º ano), baseada na música “A casa” de Vinícius de Moraes.

Era uma casa atrapalhada,
com muita água esparramada.
Ninguém podia entrar nela não,
porque já vinha o mosquitão.
E continuava água parada,
porque ninguém não fazia nada.
Lixo aberto e caixa d’água,
sempre aberta naquela casa.
Um dia o pai daquela família,
acordou doente, dor na barriga.
Com dor no corpo e muito mal,
e foi levado ao hospital.
Tomou remédio e muita água,
suco e frutas, muita oração.
E todos eles daquela casa,
Limparam tudo. Fora mosquitão!

Profª Adriana Costa


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